E agora; qual o próximo passo?

Segunda, 15 de Abril de 2019

E agora; qual o próximo passo?

Todo processo de mudança de uma situação que há tempos nos acompanha e incomoda, precisa de um plano e disciplina. E o das finanças é mais um deles.

O próximo passo será aquele que te levará do ponto atual para o imediatamente seguinte na trajetória traçada.

Não há “receita de bolo” ou “mágica”.

Tudo que precisa é olhar para a sua história de vida, seus objetivos futuros e definir o que realizar num dado período de tempo.

Fácil ? Não ! Mas é possível !

Vou te ajudar; vem comigo !

Sabe aquela lista de realizações para 2019 que você fez ? Então, comece por ela e separe três que estejam relacionadas com as suas finanças. Aquelas que você considere que farão toda a diferença em sua vida alcançá-las neste ano.

Agora, coloque “pitadas de realidade”, respondendo as perguntas:

  1. Em quanto tempo consigo realizar cada uma ?
  2. Em que trimestre do ano está ? Dá tempo de desenvolver as fases necessárias ?

 

Pode ser que altere alguma delas. Lembre-se ! Somos seres sujeitos às mudanças e isso pode ser o que nos motiva a seguir em frente. Acontece que se estivermos nos sentindo perdidos, o efeito pode ser contrário – a paralisação.   

Se estiver paralisado, terá mais trabalho para identificar o que te afasta da sua realização financeira e de definir o próximo passo.

Talvez seja necessário buscar ajuda com profissionais, como psicólogos que te facilitem a encontrar a questão que de fato deva ser modificada em você. Ou um consultor financeiro que com ferramentas e técnicas que estimulem o autoconhecimento, o conduzirá no processo.

Estas questões com certeza fazem parte da sua vida e podem ter se materializado em padrões familiares, dificuldade de relacionamento, autoestima, dependência de algo ou alguém, etc.

Nestes casos, entenderá que o tempo para realizar não depende da data que estipulou de fora para dentro, mas terá de ser definido do ponto em que for capaz de lidar com as questões que te levaram a estar no ponto atual e com o desejo de melhoria das suas finanças.

E para que você não pense que foi o escolhido para ter dificuldades em lidar com questões financeiras, destaco alguns trechos de um artigo publicado em 16/02/18 no portal Penso, logo Invisto ? (1) de um estudo do BIS (Banco de Compensações Internacionais), baseado num relatório do FED (Banco Central Americano).

“De acordo com o FED, metade da população americana está vulnerável a emergências financeiras: uma despesa não esperada de $400 faria com que essas pessoas se endividassem ou vendessem seus bens.”

E destaca a importância da análise dos efeitos das habilidades não cognitivas (2) e os efeitos no comportamento financeiro das pessoas.

“Dois traços em particular foram investigados:  a estabilidade emocional, que se refere à capacidade da pessoa se manter calma frente a situações de pressão e estresse, e a conscienciosidade, a qual descreve a tendência do indivíduo de ser organizado e disciplinado.”

Quanto mais baixa a estabilidade emocional da pessoa, maior o risco de realizar compras por impulso e contrair dívidas sem garantia de pagamento. Por exemplo, compras a prazo no cartão de crédito e o efeito “bola de neve” no saldo devedor superior aos recebimentos.

Talvez, o próximo passo agora seja: respire fundo quantas vezes for para seguir em frente e ajustar as suas realizações conforme o seu momento interior e as suas finanças, lhe permitirem avançar.

 

 

 

 

Kátia Avelar: Economista e mestre em Economia, consultora em Finanças Pessoais. Trabalhou por 25 anos no mercado corporativo e há 2 anos criou o Detos dos Gastos. Conteúdos e trabalhos desenvolvidos são compartilhados no perfil do instagram @katia_avelar e na fanpage https://www.facebook.com/detoxdosgastos/

 

(1) Uma das ferramentas de educação financeira, criada pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários para auxiliar os investidores.

(2)São aquelas dependem da formação do indivíduo como um todo e não apenas do conhecimento adquirido com relação ao tema financeiro. Neste caso, as técnicas e estudos psicológicos são primordiais para auxiliar nas descobertas dos fatos geradores dos comportamentos financeiros.